Depois de chegados, é necessário tirar uma primeira impressão das instalações do hotel, começando pela piscina e a sua envolvência. Chegou a vez do quarto. Espaçoso, na parede constava uma decoração diferente da normal, uma varanda com uma vista magnifica e WC também grande. Iberostar 5* no seu melhor.
Enquanto aguardávamos a chegada das malas ao hotel, a ansiedade era muita: "Vamos, vamos, dizia ela". Estava na hora de vermos as vistas envolventes e acima de tudo de fazer a nossa primeira refeição em território Cabo-Verdiano. O objetivo esse era apenas um -provar a comida e as bebidas (sendo que o pensamento estava mais na segunda)
Os dois viajantes começaram a ver o que existia, muita variedade, mas sobretudo peixe fresco assado na hora. A qualidade, o gosto que nos cria na boa, a intensidade diferente,que sentimos a comer aquele peixe é completamente diferente de tudo. Em Portugal, se nos apresentassem uma refeição de peixe, a primeira sensação seria torcer o nariz, falar baixinho tipo: se não existe mais nada. Mas naquele território Não. Sabíamos ao que íamos. Cabo Verde é um país que vive de 2 componentes: Turismo e Pesca. Por isso, tínhamos de provar a maior quantidade de peixe que nos fosse possível. E não é que conseguimos. Até podíamos ter provado mais, senão fosse as filas que se formavam à volta desta iguaria. A segunda meta era provar o vinho: 3 variedades: (nada mau, sendo que em outras viagens ou não estava atenta ou não existia vinho no buffet) rose, tinto e branco.
Rose como primeira escolha pareceu-me muito bem. Na boca já não era bem assim. Deslavado, intenso. Uma sensação amarga, mas no fundo boa. Estávamos de férias e a sede era imensa. O calor apertava e por isso um copo foi bebido em menos de 5 minutos.
Com o estômago já confortado, lá fomos nós caminhar. A piscina com uma vista fenomenal para o mar e para um horizonte de cortar a respiração. Chegados à vista principal, na qual temos uma vista perfeita de todo o ambiente, ficamos extasiados pela beleza, ali tão perto de nós.
Parecia aquelas praias que vemos apenas em filmes, largas, mar azul turquesa, pessoas muito poucas, e acima de tudo um areal enorme de dunas e mais dunas de areias. Ficamos calados, quietos no nosso silêncio a admirar esta beleza da natureza. Suspiramos, sorrimos, admiramos e descemos em direção ao mar. Existia uma passagem de madeira cumprida até pormos o pé na areia, finalmente. Areia branca, do mais fino que existe. O sentir da areia a deslizar pelos pés e pelas brancas havaianas, despertava o mais puro dos sentimentos. Somos livres. Mais um suspiro interno se apoderava de mim. Um cheiro a marzia inundava o ar, enquanto caminhávamos um pouco mais até à água quente e de maré vazia. Desfrutávamos o quanto podemos, provamos alguns cocktails e mais alguns e mais alguns até que a noite se pôs e regressamos, lentamente a absorver o quente do ar que nos entrava pela espinha dentro.
XU
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
O dia seguinte do embarque adivinhou-se muito cumprido. Noite mal dormida. No pensamento ocorriam muitas mensagens: será que falta alguma coisa para adicionar na mala, temos os passaportes, e os bilhetes. Não nos vamos esquecer de nada. O caminho para Lisboa, em 45 minutos, um dia sem trânsito na capital, fez-se com um gosto especial e diferente daquele que todos os dias faço.
Olhava-se para a janela, via-se o aclarar do sol, os moinhos de vento, a paisagem do Oeste, que ás 7:30 da manhã nos parece-se meio adormecida. No caminho, ocorreu-me o pensamento: e se o carro tivesse um furo, o que fazíamos? Será que daria tempo para chegar ao aeroporto e não perdermos o voo? Estas preocupações de quem quer e muito chegar a Cabo Verde e descobrir novos caminhos.
Depois do check in feito e já na porta de entrada aguardando a hora do dito voo, puxei do meu segundo companheiro de viagem: Crime no Expresso Oriente de Agatha Cristie. Um livro que nos faz folhear e continuar a folhear, vezes sem conta, até ficarmos completamente agarrados à história. O primeiro: Morte no Nilo fez me recordar muitas passagens de uma viagem feita ao Egipto, em Lua de Mel. O Nilo e as suas margens, escondidas à margem de um povo diferente, lutador e sofredor, com uma história inigualável. Mas este trazia outro sabor: será que ia ser tão bom pensava queria. Passado o primeiro capitulo caíram-me as suspeitas que iria ser muito aquém do que eu imaginava, mas depois a escritora fez brilhar o que melhor tem de si. Em cada página desfolhada, colocava uma pontada de suspense que nos fazia querer continuar. Como se fosse uma chupa que damos às crianças e que estas querem mais.
Após vários capítulos e depois das portas já se encontrarem abertas há alguns minutos, pensei que seria a vez do derradeiro embarque. Mas não.
Estávamos a um passo do autocarro (esse magnifico transporte que nos leva até à cauda do avião) e da pequena escada que nos leva literalmente para dentro do avião. Viajar à janela, todos queremos. Eu não tive essa sorte e lá fiquei no meio do meu companheiro, que adormece em 2 minutos e de um outro passageiro. Com as novas tecnologias, este passageiro que se encontrava ao meu lado direito, estava a jogar, o que me estava a causar algum desconforto. Imaginem que estava a jogar ténis e que fazia tanta movimento repentino para a esquerda, que de 2 em 2 minutos lá estava eu a apanhar um susto. Apanhava porque estava a tentar adormecer. Ação que foi impossível durante as 3,5 de viagem.
Chegados ao nosso destino Cabo Verde e depois de descermos, colocarmos o pé fora do avião. Pensava eu "agora ainda me aguarda uma mini viagem num dos fantásticos autocarros para chegar ao aeroporto". Enganem-se. Após 100m já lá estávamos. Aeroporto Aristides Pereira. Uma fachada em pedra, alta e lá dentro a confusão de todos a querer entrar e de outro lado os restantes que aguardam este mesmo voo de volta a Portugal. Nas suas caras estava o conforto que quem ia regressar às suas casas, mas uma profunda tristeza de quem vai abandonar esta terra magnifica, com um povo acolhedor e simpático. Um único voo é realizado durante o dia. À noite é impensável a aterragem porque a iluminação é inexistente.
Uma grande cabana, portas quase não as conhecemos, um calor quente, forte e um vento que nos aquecia a alma e confortava o espirito. Agora sim. Já faltava muito pouco para começar as aventuras oficiais dos Xu's.
Afinal, sempre tínhamos mais um transporte para fazer, mas desta vez até ao resort e esta seria uma viagem diferente. Uma paisagem que não nos era familiar, mais clara, mas escura ao mesmo tempo. Com um mar lá longe e um horizonte que nos faz esquecer tudo.
XU
Olhava-se para a janela, via-se o aclarar do sol, os moinhos de vento, a paisagem do Oeste, que ás 7:30 da manhã nos parece-se meio adormecida. No caminho, ocorreu-me o pensamento: e se o carro tivesse um furo, o que fazíamos? Será que daria tempo para chegar ao aeroporto e não perdermos o voo? Estas preocupações de quem quer e muito chegar a Cabo Verde e descobrir novos caminhos.
Depois do check in feito e já na porta de entrada aguardando a hora do dito voo, puxei do meu segundo companheiro de viagem: Crime no Expresso Oriente de Agatha Cristie. Um livro que nos faz folhear e continuar a folhear, vezes sem conta, até ficarmos completamente agarrados à história. O primeiro: Morte no Nilo fez me recordar muitas passagens de uma viagem feita ao Egipto, em Lua de Mel. O Nilo e as suas margens, escondidas à margem de um povo diferente, lutador e sofredor, com uma história inigualável. Mas este trazia outro sabor: será que ia ser tão bom pensava queria. Passado o primeiro capitulo caíram-me as suspeitas que iria ser muito aquém do que eu imaginava, mas depois a escritora fez brilhar o que melhor tem de si. Em cada página desfolhada, colocava uma pontada de suspense que nos fazia querer continuar. Como se fosse uma chupa que damos às crianças e que estas querem mais.
Após vários capítulos e depois das portas já se encontrarem abertas há alguns minutos, pensei que seria a vez do derradeiro embarque. Mas não.
Estávamos a um passo do autocarro (esse magnifico transporte que nos leva até à cauda do avião) e da pequena escada que nos leva literalmente para dentro do avião. Viajar à janela, todos queremos. Eu não tive essa sorte e lá fiquei no meio do meu companheiro, que adormece em 2 minutos e de um outro passageiro. Com as novas tecnologias, este passageiro que se encontrava ao meu lado direito, estava a jogar, o que me estava a causar algum desconforto. Imaginem que estava a jogar ténis e que fazia tanta movimento repentino para a esquerda, que de 2 em 2 minutos lá estava eu a apanhar um susto. Apanhava porque estava a tentar adormecer. Ação que foi impossível durante as 3,5 de viagem.
Chegados ao nosso destino Cabo Verde e depois de descermos, colocarmos o pé fora do avião. Pensava eu "agora ainda me aguarda uma mini viagem num dos fantásticos autocarros para chegar ao aeroporto". Enganem-se. Após 100m já lá estávamos. Aeroporto Aristides Pereira. Uma fachada em pedra, alta e lá dentro a confusão de todos a querer entrar e de outro lado os restantes que aguardam este mesmo voo de volta a Portugal. Nas suas caras estava o conforto que quem ia regressar às suas casas, mas uma profunda tristeza de quem vai abandonar esta terra magnifica, com um povo acolhedor e simpático. Um único voo é realizado durante o dia. À noite é impensável a aterragem porque a iluminação é inexistente.
Uma grande cabana, portas quase não as conhecemos, um calor quente, forte e um vento que nos aquecia a alma e confortava o espirito. Agora sim. Já faltava muito pouco para começar as aventuras oficiais dos Xu's.
Afinal, sempre tínhamos mais um transporte para fazer, mas desta vez até ao resort e esta seria uma viagem diferente. Uma paisagem que não nos era familiar, mais clara, mas escura ao mesmo tempo. Com um mar lá longe e um horizonte que nos faz esquecer tudo.
XU
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Este ano o destino levou-nos a Cabo Verde. Um pouco mais difícil que os anos anteriores para conseguirmos um voo. Estava tudo cheio, preenchido, sem hotel, ou sem passagem. Nesta altura do ano, percebemos que o mês de Agosto, é de facto um mês em que todos tiram férias.
Curiosamente este até foi o ano, em que Lisboa mas trânsito se fazia sentir, diziam as noticias locais.
Depois de muita investigação, alguns telefonemas e muitas horas na internet, lá conseguimos as passagens, depois de umas desistências - pois claro! A resposta foi recebida muito bem, como podem calcular... O próximo passo consistia no ritual, que todos os anos temos: Preparar as coisas. Isto consistia em malas, roupa, guia para cabo verde e a mala pequena que nos acompanha ao longo dos anos.
Para mim, este é um ritual que me enche por dentro, que me dá alento para ter de esperar mais uns dias, horas, segundos, até ao embarque final. Quando o avião descola, ai sim, significa que vamos deixar para trás tudo o que acompanha no dia a dia. Telemóvel, internet, PC, e todos os dispositivos móveis... Isto sim, são férias. Longe de tudo e tão perto do amor. Sim, porque o meu amor, me acompanha nestas viagens e nestas aventuras há 7 anos. Aventuras, aventures, aventure ou mesmo Abenteuer. Sem ele, não seria interessante e desafiante.
Esta foi a preparação para uma viagem que se adivinha - uma aventura em Cabo verde. Muitas peripécias, novos sabores, novas descobertas e novos amigos.
XU
Curiosamente este até foi o ano, em que Lisboa mas trânsito se fazia sentir, diziam as noticias locais.
Depois de muita investigação, alguns telefonemas e muitas horas na internet, lá conseguimos as passagens, depois de umas desistências - pois claro! A resposta foi recebida muito bem, como podem calcular... O próximo passo consistia no ritual, que todos os anos temos: Preparar as coisas. Isto consistia em malas, roupa, guia para cabo verde e a mala pequena que nos acompanha ao longo dos anos.
Para mim, este é um ritual que me enche por dentro, que me dá alento para ter de esperar mais uns dias, horas, segundos, até ao embarque final. Quando o avião descola, ai sim, significa que vamos deixar para trás tudo o que acompanha no dia a dia. Telemóvel, internet, PC, e todos os dispositivos móveis... Isto sim, são férias. Longe de tudo e tão perto do amor. Sim, porque o meu amor, me acompanha nestas viagens e nestas aventuras há 7 anos. Aventuras, aventures, aventure ou mesmo Abenteuer. Sem ele, não seria interessante e desafiante.
Esta foi a preparação para uma viagem que se adivinha - uma aventura em Cabo verde. Muitas peripécias, novos sabores, novas descobertas e novos amigos.
XU
Pensei várias vezes em criar um blog para escrever e dar asas a histórias vividas e passadas ao longo de toda a minha vida. Ao ler, este ano, um guia de Cabo Verde, contado de forma diferente e mais entusiástica, reforcei a minha intenção e aqui estou.
Não serão histórias exatamente contadas letra a letra, até porque sem um pouco de imaginação e poesia fazem com que o final seja mais interessante. Paralelamente, irei também contar pequenas histórias do quotidiano para mais tarde recordar.
XU
Não serão histórias exatamente contadas letra a letra, até porque sem um pouco de imaginação e poesia fazem com que o final seja mais interessante. Paralelamente, irei também contar pequenas histórias do quotidiano para mais tarde recordar.
XU
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