O dia começa com um sol escondido entre as nuvens. O ritual esse mantém-se, uma foto matinal. Preparados para o pequeno almoço, que se adivinhou longo, dando tempo de provar ementas que no dia anterior não tínhamos conseguido alcançar. Pretendíamos provar um pouco de tudo, mas essencialmente as panquecas, os olhos e o bacon. As panquecas, essas eram um pouco deslavadas. A água colocada era muito ou seria para produção de mais. De qualquer forma nada como uma boa dose de chocolate ou mel e canela não servissem para disfarçar.
Com o pequeno almoço já tomado, vimos que as nuvens estavam cada vez mais próximas e pensamos na possibilidade de chover. Mas sabíamos que essa probabilidade seria muito remota, uma vez que, quase nunca chove em Cabo Verde. Decidimos que iriamos caminhar na praia. Um imenso areal, quilómetros de areia branca, dunas naturais de cortar a respiração e ao fundo um pequeno amontoado de pedras.
Destino= chegar à ponta da ilha, até onde a nossa vista alcança. O percurso era fantástico, com uma excelente companhia e sozinhos de outros turistas ou habitantes. Estávamos espantados pela imensidão das praias desertas e só para nós. Tudo aquilo era nosso. Com o pé na água, lá fomos nós, quilómetro após quilómetro, com uma boa conversa, com momentos de puro silêncio, com suspiros profundos e maravilhosos. Avistamos algumas coisas estranhas pelo caminho. Peixe balão morto, ar nojento. Um pequeno barco "mascarado" de paus grandes e pequenos e por fim um rasto. Já tínhamos ouvido da história das tartarugas, que vão aquela ilha desovar, e pensámos: "será". Será isto o que estamos a pensar, seria bom demais. O caminho do peso da tartaruga, aqueles pequenos rastos à direita e à esquerda, o monte que se fazia bem acima. Sim, era uma tartaruga que ali tinha estado. A excitação e o entusiasmo eram imensos. E os ovos? Estariam ali? Foi neste instante que se apoderou de mim a necessidade de ver se realmente estavam ali ovos ou não. Pouco a pouco, pau entre pau, lá fui eu escavando, devagar, para ver se alcançava algum ovo. Desisti. O sol era intenso e a possibilidade de danificar algum era grande demais. E acima de tudo, são um animal em vias de extinção. No fundo, eu queria. Queria ver, queria sentir que realmente ali tinha estado uma tartaruga que deixou as suas crias para daqui a 45 dias nasceram. Mas, nem sempre temos o que queremos.
Hora de voltar ao nosso caminho de areal extenso, lá fomos enquanto as horas passavam por nós. Chegados à ponta, decidimos passar para o outro lado. Um caminho a pique e o desejo de ver o que estava por detrás daquele areal era enorme.
Lá fomos, sempre cuidadosos. Nunca sabemos o que pode acontecer, mesmo no sitio mais pacifico do mundo acontecem as coisas mas estranhas. Do outro lado, um enorme terreno, plano, seco, árido e com algumas vacas. De cima a vista ainda era mais deslumbrante.
Continuamos a nossa aventura, mas desta vez até a uma ponta que avistamos e que na nossa vista se confundia com uma pessoa lá longe. Chegados. Cheiro de marzia intenso, pedras negras, pó e um mar que batia entre as pedras. Parecia um sitio acabado de descobrir e era só nosso. Sentamos. Respiramos e ali estivemos durante uns bons e magníficos minutos. Levantamos e pensamos: Isto sim é vida!
Fazia lembrar Porto das Barcas, nos seus tempos primitivos, com poças para as crianças brincarem, limo verde. Mas era Cabo Verde. Cabo verde, longe da civilização. Longe de carros, longe dA poluição.
A meta, essa agora era voltar: no mínimo seria mais 1h30 a andar em sentido contrário para chegar ao hotel.
O percurso esse já foi um pouco mais rápido. Umas fotografias tiradas a meio para recordação. Um caminhar rápido para se ir almoçar.
O bronze esse apesar de estar com ar de chuva, fez-se sentir nas nossas peles no dia seguinte.
Uma última paragem pelo caminho antes da refeição, um grande banho para sentir aquele sal a entranhar nas nossas peles. Um, dois, três e já lá estávamos dentro. Nadamos, sentimos, nadamos e saboreamos Cabo Verde.
Depois do almoço, era tempo para a praia novamente. Para colocar o sono em dia ao ler um livro, acordar com o barulho dos pássaros que por ali passavam. E assim foi. Acordamos, bebemos, jogamos, fomos ao banho e já estava na hora de subirmos uma escada enorme de volta ao nosso quarto.
Os dias escurecem mais cedo. E por isso, o final do dia era quase sempre aproveitado na piscina, para enchermos o olho com a paisagem.
Mais um dia, mais um ritual: Jantar, provar aqueles sabores intensos e ver um espetáculo único elaborado pelo hotel. Desta vez seria de magia e acabava mais uma vez com a música que rapidamente ficamos a conhecer.
Prontos para ver a potencialidade da discoteca, lá fomos nós. Música cabo verdeana, pensávamos nós. Durante uns 15 minutos o que ouvíamos apenas era música comercial, que todos conhecemos. A desilusão de não estarmos a ouvir a música tradicional era muita. Mas, tínhamos de saber viver com aquilo. Aproveitamos as bebidas e fomos a caminhar em passo lento até ao quarto, onde o sono se adivinhava para mais um dia emocionante. Sim, era o dia que íamos ver as tartarugas.
Xu Adventure
domingo, 8 de setembro de 2013
A tarde que se seguiu foi de pura harmonia e sabor a mel. Deitados naquela areia a ouvir as poucas ondas que se faziam sentir, naquele mar azul e transparente. Água azul e morna. Cardumes de peixes em todo o lado, passavam entre os dedos e pernas. Foi assim uma tarde de puro prazer.
À noite, era tempo de explorar o que bom havia para jantar e provar. Sabores que normalmente não conhecemos, peixes que nem sabemos que existem, molhos com cores estranhas e muito mais. Uma variedade imensa, desde aperitivos até à sobremesa.
Depois do jantar, e porque em Boavista nada acontece, fomos ver um espetáculo de animação. Um show diferente, organizado pelo hotel. Atrevo-me a dizer que foi um show original, do século passado, feito com cores pretas e brancas. Admirados, sorridentes e com ar de malandros, pensamos: "Estamos em cabo verde".
O espetáculo durou aproximadamente cerca de 1 hora. No final, um ritual bastante engraçado, a coreografia de João Neto e Frederico. Sem dúvida uma música para recordar e levar no nosso coração. Muitas foram as bebidas que se seguiram. Como primeiro dia tínhamos de analisar a variedade de bebidas com teor alcoólico. Caipirinha cabo verdeana, Boavista, S. Francisco, e Margarita foram as bebidas que nos pareciam bem. O Sr. José já sabia a dose ideal para nos servir.
Conversa animada e divertidos, chegou a hora de descansar. As férias para além de divertimento, servem para carregar as energias consumidas pelas horas de trabalho, pelas noites mal dormidas, pelas ressacas de tanta coisa diárias que temos de fazer.
Essa, a cama que poderíamos sentir que não era a nossa, acomodou-se ao nosso corpo e embalamos pela serenidade da noite. Posso dizer que dormimos que nem um caboverdeanos. Sem preocupações e prontos para abraçar um novo dia cheio de sol e muito calor.
À noite, era tempo de explorar o que bom havia para jantar e provar. Sabores que normalmente não conhecemos, peixes que nem sabemos que existem, molhos com cores estranhas e muito mais. Uma variedade imensa, desde aperitivos até à sobremesa.
Depois do jantar, e porque em Boavista nada acontece, fomos ver um espetáculo de animação. Um show diferente, organizado pelo hotel. Atrevo-me a dizer que foi um show original, do século passado, feito com cores pretas e brancas. Admirados, sorridentes e com ar de malandros, pensamos: "Estamos em cabo verde".
O espetáculo durou aproximadamente cerca de 1 hora. No final, um ritual bastante engraçado, a coreografia de João Neto e Frederico. Sem dúvida uma música para recordar e levar no nosso coração. Muitas foram as bebidas que se seguiram. Como primeiro dia tínhamos de analisar a variedade de bebidas com teor alcoólico. Caipirinha cabo verdeana, Boavista, S. Francisco, e Margarita foram as bebidas que nos pareciam bem. O Sr. José já sabia a dose ideal para nos servir.
Conversa animada e divertidos, chegou a hora de descansar. As férias para além de divertimento, servem para carregar as energias consumidas pelas horas de trabalho, pelas noites mal dormidas, pelas ressacas de tanta coisa diárias que temos de fazer.
Essa, a cama que poderíamos sentir que não era a nossa, acomodou-se ao nosso corpo e embalamos pela serenidade da noite. Posso dizer que dormimos que nem um caboverdeanos. Sem preocupações e prontos para abraçar um novo dia cheio de sol e muito calor.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Depois de chegados, é necessário tirar uma primeira impressão das instalações do hotel, começando pela piscina e a sua envolvência. Chegou a vez do quarto. Espaçoso, na parede constava uma decoração diferente da normal, uma varanda com uma vista magnifica e WC também grande. Iberostar 5* no seu melhor.
Enquanto aguardávamos a chegada das malas ao hotel, a ansiedade era muita: "Vamos, vamos, dizia ela". Estava na hora de vermos as vistas envolventes e acima de tudo de fazer a nossa primeira refeição em território Cabo-Verdiano. O objetivo esse era apenas um -provar a comida e as bebidas (sendo que o pensamento estava mais na segunda)
Os dois viajantes começaram a ver o que existia, muita variedade, mas sobretudo peixe fresco assado na hora. A qualidade, o gosto que nos cria na boa, a intensidade diferente,que sentimos a comer aquele peixe é completamente diferente de tudo. Em Portugal, se nos apresentassem uma refeição de peixe, a primeira sensação seria torcer o nariz, falar baixinho tipo: se não existe mais nada. Mas naquele território Não. Sabíamos ao que íamos. Cabo Verde é um país que vive de 2 componentes: Turismo e Pesca. Por isso, tínhamos de provar a maior quantidade de peixe que nos fosse possível. E não é que conseguimos. Até podíamos ter provado mais, senão fosse as filas que se formavam à volta desta iguaria. A segunda meta era provar o vinho: 3 variedades: (nada mau, sendo que em outras viagens ou não estava atenta ou não existia vinho no buffet) rose, tinto e branco.
Rose como primeira escolha pareceu-me muito bem. Na boca já não era bem assim. Deslavado, intenso. Uma sensação amarga, mas no fundo boa. Estávamos de férias e a sede era imensa. O calor apertava e por isso um copo foi bebido em menos de 5 minutos.
Com o estômago já confortado, lá fomos nós caminhar. A piscina com uma vista fenomenal para o mar e para um horizonte de cortar a respiração. Chegados à vista principal, na qual temos uma vista perfeita de todo o ambiente, ficamos extasiados pela beleza, ali tão perto de nós.
Parecia aquelas praias que vemos apenas em filmes, largas, mar azul turquesa, pessoas muito poucas, e acima de tudo um areal enorme de dunas e mais dunas de areias. Ficamos calados, quietos no nosso silêncio a admirar esta beleza da natureza. Suspiramos, sorrimos, admiramos e descemos em direção ao mar. Existia uma passagem de madeira cumprida até pormos o pé na areia, finalmente. Areia branca, do mais fino que existe. O sentir da areia a deslizar pelos pés e pelas brancas havaianas, despertava o mais puro dos sentimentos. Somos livres. Mais um suspiro interno se apoderava de mim. Um cheiro a marzia inundava o ar, enquanto caminhávamos um pouco mais até à água quente e de maré vazia. Desfrutávamos o quanto podemos, provamos alguns cocktails e mais alguns e mais alguns até que a noite se pôs e regressamos, lentamente a absorver o quente do ar que nos entrava pela espinha dentro.
XU
Enquanto aguardávamos a chegada das malas ao hotel, a ansiedade era muita: "Vamos, vamos, dizia ela". Estava na hora de vermos as vistas envolventes e acima de tudo de fazer a nossa primeira refeição em território Cabo-Verdiano. O objetivo esse era apenas um -provar a comida e as bebidas (sendo que o pensamento estava mais na segunda)
Os dois viajantes começaram a ver o que existia, muita variedade, mas sobretudo peixe fresco assado na hora. A qualidade, o gosto que nos cria na boa, a intensidade diferente,que sentimos a comer aquele peixe é completamente diferente de tudo. Em Portugal, se nos apresentassem uma refeição de peixe, a primeira sensação seria torcer o nariz, falar baixinho tipo: se não existe mais nada. Mas naquele território Não. Sabíamos ao que íamos. Cabo Verde é um país que vive de 2 componentes: Turismo e Pesca. Por isso, tínhamos de provar a maior quantidade de peixe que nos fosse possível. E não é que conseguimos. Até podíamos ter provado mais, senão fosse as filas que se formavam à volta desta iguaria. A segunda meta era provar o vinho: 3 variedades: (nada mau, sendo que em outras viagens ou não estava atenta ou não existia vinho no buffet) rose, tinto e branco.
Rose como primeira escolha pareceu-me muito bem. Na boca já não era bem assim. Deslavado, intenso. Uma sensação amarga, mas no fundo boa. Estávamos de férias e a sede era imensa. O calor apertava e por isso um copo foi bebido em menos de 5 minutos.
Com o estômago já confortado, lá fomos nós caminhar. A piscina com uma vista fenomenal para o mar e para um horizonte de cortar a respiração. Chegados à vista principal, na qual temos uma vista perfeita de todo o ambiente, ficamos extasiados pela beleza, ali tão perto de nós.
Parecia aquelas praias que vemos apenas em filmes, largas, mar azul turquesa, pessoas muito poucas, e acima de tudo um areal enorme de dunas e mais dunas de areias. Ficamos calados, quietos no nosso silêncio a admirar esta beleza da natureza. Suspiramos, sorrimos, admiramos e descemos em direção ao mar. Existia uma passagem de madeira cumprida até pormos o pé na areia, finalmente. Areia branca, do mais fino que existe. O sentir da areia a deslizar pelos pés e pelas brancas havaianas, despertava o mais puro dos sentimentos. Somos livres. Mais um suspiro interno se apoderava de mim. Um cheiro a marzia inundava o ar, enquanto caminhávamos um pouco mais até à água quente e de maré vazia. Desfrutávamos o quanto podemos, provamos alguns cocktails e mais alguns e mais alguns até que a noite se pôs e regressamos, lentamente a absorver o quente do ar que nos entrava pela espinha dentro.
XU
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
O dia seguinte do embarque adivinhou-se muito cumprido. Noite mal dormida. No pensamento ocorriam muitas mensagens: será que falta alguma coisa para adicionar na mala, temos os passaportes, e os bilhetes. Não nos vamos esquecer de nada. O caminho para Lisboa, em 45 minutos, um dia sem trânsito na capital, fez-se com um gosto especial e diferente daquele que todos os dias faço.
Olhava-se para a janela, via-se o aclarar do sol, os moinhos de vento, a paisagem do Oeste, que ás 7:30 da manhã nos parece-se meio adormecida. No caminho, ocorreu-me o pensamento: e se o carro tivesse um furo, o que fazíamos? Será que daria tempo para chegar ao aeroporto e não perdermos o voo? Estas preocupações de quem quer e muito chegar a Cabo Verde e descobrir novos caminhos.
Depois do check in feito e já na porta de entrada aguardando a hora do dito voo, puxei do meu segundo companheiro de viagem: Crime no Expresso Oriente de Agatha Cristie. Um livro que nos faz folhear e continuar a folhear, vezes sem conta, até ficarmos completamente agarrados à história. O primeiro: Morte no Nilo fez me recordar muitas passagens de uma viagem feita ao Egipto, em Lua de Mel. O Nilo e as suas margens, escondidas à margem de um povo diferente, lutador e sofredor, com uma história inigualável. Mas este trazia outro sabor: será que ia ser tão bom pensava queria. Passado o primeiro capitulo caíram-me as suspeitas que iria ser muito aquém do que eu imaginava, mas depois a escritora fez brilhar o que melhor tem de si. Em cada página desfolhada, colocava uma pontada de suspense que nos fazia querer continuar. Como se fosse uma chupa que damos às crianças e que estas querem mais.
Após vários capítulos e depois das portas já se encontrarem abertas há alguns minutos, pensei que seria a vez do derradeiro embarque. Mas não.
Estávamos a um passo do autocarro (esse magnifico transporte que nos leva até à cauda do avião) e da pequena escada que nos leva literalmente para dentro do avião. Viajar à janela, todos queremos. Eu não tive essa sorte e lá fiquei no meio do meu companheiro, que adormece em 2 minutos e de um outro passageiro. Com as novas tecnologias, este passageiro que se encontrava ao meu lado direito, estava a jogar, o que me estava a causar algum desconforto. Imaginem que estava a jogar ténis e que fazia tanta movimento repentino para a esquerda, que de 2 em 2 minutos lá estava eu a apanhar um susto. Apanhava porque estava a tentar adormecer. Ação que foi impossível durante as 3,5 de viagem.
Chegados ao nosso destino Cabo Verde e depois de descermos, colocarmos o pé fora do avião. Pensava eu "agora ainda me aguarda uma mini viagem num dos fantásticos autocarros para chegar ao aeroporto". Enganem-se. Após 100m já lá estávamos. Aeroporto Aristides Pereira. Uma fachada em pedra, alta e lá dentro a confusão de todos a querer entrar e de outro lado os restantes que aguardam este mesmo voo de volta a Portugal. Nas suas caras estava o conforto que quem ia regressar às suas casas, mas uma profunda tristeza de quem vai abandonar esta terra magnifica, com um povo acolhedor e simpático. Um único voo é realizado durante o dia. À noite é impensável a aterragem porque a iluminação é inexistente.
Uma grande cabana, portas quase não as conhecemos, um calor quente, forte e um vento que nos aquecia a alma e confortava o espirito. Agora sim. Já faltava muito pouco para começar as aventuras oficiais dos Xu's.
Afinal, sempre tínhamos mais um transporte para fazer, mas desta vez até ao resort e esta seria uma viagem diferente. Uma paisagem que não nos era familiar, mais clara, mas escura ao mesmo tempo. Com um mar lá longe e um horizonte que nos faz esquecer tudo.
XU
Olhava-se para a janela, via-se o aclarar do sol, os moinhos de vento, a paisagem do Oeste, que ás 7:30 da manhã nos parece-se meio adormecida. No caminho, ocorreu-me o pensamento: e se o carro tivesse um furo, o que fazíamos? Será que daria tempo para chegar ao aeroporto e não perdermos o voo? Estas preocupações de quem quer e muito chegar a Cabo Verde e descobrir novos caminhos.
Depois do check in feito e já na porta de entrada aguardando a hora do dito voo, puxei do meu segundo companheiro de viagem: Crime no Expresso Oriente de Agatha Cristie. Um livro que nos faz folhear e continuar a folhear, vezes sem conta, até ficarmos completamente agarrados à história. O primeiro: Morte no Nilo fez me recordar muitas passagens de uma viagem feita ao Egipto, em Lua de Mel. O Nilo e as suas margens, escondidas à margem de um povo diferente, lutador e sofredor, com uma história inigualável. Mas este trazia outro sabor: será que ia ser tão bom pensava queria. Passado o primeiro capitulo caíram-me as suspeitas que iria ser muito aquém do que eu imaginava, mas depois a escritora fez brilhar o que melhor tem de si. Em cada página desfolhada, colocava uma pontada de suspense que nos fazia querer continuar. Como se fosse uma chupa que damos às crianças e que estas querem mais.
Após vários capítulos e depois das portas já se encontrarem abertas há alguns minutos, pensei que seria a vez do derradeiro embarque. Mas não.
Estávamos a um passo do autocarro (esse magnifico transporte que nos leva até à cauda do avião) e da pequena escada que nos leva literalmente para dentro do avião. Viajar à janela, todos queremos. Eu não tive essa sorte e lá fiquei no meio do meu companheiro, que adormece em 2 minutos e de um outro passageiro. Com as novas tecnologias, este passageiro que se encontrava ao meu lado direito, estava a jogar, o que me estava a causar algum desconforto. Imaginem que estava a jogar ténis e que fazia tanta movimento repentino para a esquerda, que de 2 em 2 minutos lá estava eu a apanhar um susto. Apanhava porque estava a tentar adormecer. Ação que foi impossível durante as 3,5 de viagem.
Chegados ao nosso destino Cabo Verde e depois de descermos, colocarmos o pé fora do avião. Pensava eu "agora ainda me aguarda uma mini viagem num dos fantásticos autocarros para chegar ao aeroporto". Enganem-se. Após 100m já lá estávamos. Aeroporto Aristides Pereira. Uma fachada em pedra, alta e lá dentro a confusão de todos a querer entrar e de outro lado os restantes que aguardam este mesmo voo de volta a Portugal. Nas suas caras estava o conforto que quem ia regressar às suas casas, mas uma profunda tristeza de quem vai abandonar esta terra magnifica, com um povo acolhedor e simpático. Um único voo é realizado durante o dia. À noite é impensável a aterragem porque a iluminação é inexistente.
Uma grande cabana, portas quase não as conhecemos, um calor quente, forte e um vento que nos aquecia a alma e confortava o espirito. Agora sim. Já faltava muito pouco para começar as aventuras oficiais dos Xu's.
Afinal, sempre tínhamos mais um transporte para fazer, mas desta vez até ao resort e esta seria uma viagem diferente. Uma paisagem que não nos era familiar, mais clara, mas escura ao mesmo tempo. Com um mar lá longe e um horizonte que nos faz esquecer tudo.
XU
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Este ano o destino levou-nos a Cabo Verde. Um pouco mais difícil que os anos anteriores para conseguirmos um voo. Estava tudo cheio, preenchido, sem hotel, ou sem passagem. Nesta altura do ano, percebemos que o mês de Agosto, é de facto um mês em que todos tiram férias.
Curiosamente este até foi o ano, em que Lisboa mas trânsito se fazia sentir, diziam as noticias locais.
Depois de muita investigação, alguns telefonemas e muitas horas na internet, lá conseguimos as passagens, depois de umas desistências - pois claro! A resposta foi recebida muito bem, como podem calcular... O próximo passo consistia no ritual, que todos os anos temos: Preparar as coisas. Isto consistia em malas, roupa, guia para cabo verde e a mala pequena que nos acompanha ao longo dos anos.
Para mim, este é um ritual que me enche por dentro, que me dá alento para ter de esperar mais uns dias, horas, segundos, até ao embarque final. Quando o avião descola, ai sim, significa que vamos deixar para trás tudo o que acompanha no dia a dia. Telemóvel, internet, PC, e todos os dispositivos móveis... Isto sim, são férias. Longe de tudo e tão perto do amor. Sim, porque o meu amor, me acompanha nestas viagens e nestas aventuras há 7 anos. Aventuras, aventures, aventure ou mesmo Abenteuer. Sem ele, não seria interessante e desafiante.
Esta foi a preparação para uma viagem que se adivinha - uma aventura em Cabo verde. Muitas peripécias, novos sabores, novas descobertas e novos amigos.
XU
Curiosamente este até foi o ano, em que Lisboa mas trânsito se fazia sentir, diziam as noticias locais.
Depois de muita investigação, alguns telefonemas e muitas horas na internet, lá conseguimos as passagens, depois de umas desistências - pois claro! A resposta foi recebida muito bem, como podem calcular... O próximo passo consistia no ritual, que todos os anos temos: Preparar as coisas. Isto consistia em malas, roupa, guia para cabo verde e a mala pequena que nos acompanha ao longo dos anos.
Para mim, este é um ritual que me enche por dentro, que me dá alento para ter de esperar mais uns dias, horas, segundos, até ao embarque final. Quando o avião descola, ai sim, significa que vamos deixar para trás tudo o que acompanha no dia a dia. Telemóvel, internet, PC, e todos os dispositivos móveis... Isto sim, são férias. Longe de tudo e tão perto do amor. Sim, porque o meu amor, me acompanha nestas viagens e nestas aventuras há 7 anos. Aventuras, aventures, aventure ou mesmo Abenteuer. Sem ele, não seria interessante e desafiante.
Esta foi a preparação para uma viagem que se adivinha - uma aventura em Cabo verde. Muitas peripécias, novos sabores, novas descobertas e novos amigos.
XU
Pensei várias vezes em criar um blog para escrever e dar asas a histórias vividas e passadas ao longo de toda a minha vida. Ao ler, este ano, um guia de Cabo Verde, contado de forma diferente e mais entusiástica, reforcei a minha intenção e aqui estou.
Não serão histórias exatamente contadas letra a letra, até porque sem um pouco de imaginação e poesia fazem com que o final seja mais interessante. Paralelamente, irei também contar pequenas histórias do quotidiano para mais tarde recordar.
XU
Não serão histórias exatamente contadas letra a letra, até porque sem um pouco de imaginação e poesia fazem com que o final seja mais interessante. Paralelamente, irei também contar pequenas histórias do quotidiano para mais tarde recordar.
XU
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