A tarde que se seguiu foi de pura harmonia e sabor a mel. Deitados naquela areia a ouvir as poucas ondas que se faziam sentir, naquele mar azul e transparente. Água azul e morna. Cardumes de peixes em todo o lado, passavam entre os dedos e pernas. Foi assim uma tarde de puro prazer.
À noite, era tempo de explorar o que bom havia para jantar e provar. Sabores que normalmente não conhecemos, peixes que nem sabemos que existem, molhos com cores estranhas e muito mais. Uma variedade imensa, desde aperitivos até à sobremesa.
Depois do jantar, e porque em Boavista nada acontece, fomos ver um espetáculo de animação. Um show diferente, organizado pelo hotel. Atrevo-me a dizer que foi um show original, do século passado, feito com cores pretas e brancas. Admirados, sorridentes e com ar de malandros, pensamos: "Estamos em cabo verde".
O espetáculo durou aproximadamente cerca de 1 hora. No final, um ritual bastante engraçado, a coreografia de João Neto e Frederico. Sem dúvida uma música para recordar e levar no nosso coração. Muitas foram as bebidas que se seguiram. Como primeiro dia tínhamos de analisar a variedade de bebidas com teor alcoólico. Caipirinha cabo verdeana, Boavista, S. Francisco, e Margarita foram as bebidas que nos pareciam bem. O Sr. José já sabia a dose ideal para nos servir.
Conversa animada e divertidos, chegou a hora de descansar. As férias para além de divertimento, servem para carregar as energias consumidas pelas horas de trabalho, pelas noites mal dormidas, pelas ressacas de tanta coisa diárias que temos de fazer.
Essa, a cama que poderíamos sentir que não era a nossa, acomodou-se ao nosso corpo e embalamos pela serenidade da noite. Posso dizer que dormimos que nem um caboverdeanos. Sem preocupações e prontos para abraçar um novo dia cheio de sol e muito calor.
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